Olá amigos blogueiros...
Há tempos que quero postar algo sobre o filme O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN...
Fiz questão de postar este quadro do artista plástico catarinense Juarez Machado. O nome do quadro é COPACABANA. Cores lindas!
Durante o processo de pré-produção do filme os diretores viram muitas obras de diversos artistas e as cores mais interessantes que puderem observar foram o vermelho e o verde das obras de Juarez Machado, um brasileiro natural de Joinville-SC. As cores significam um universo enorme no filme. O vermelho significa a alegria, aumenta a atenção, é estimulante e motivador, tem dinamismo, comunica e combina a sensibilidade com a sensualidade. Já o verde significa bem-estar, paz, saúde, equilíbrio e em um sentido mais amplo, jovialidade, o verde é segurança, harmonia, crescimento, exuberância, fertilidade e fresco. E todos esses significados parecem ganhar vida quando identificados na vida de Amélie Poulain. Praticamente todas as roupas de Amélie são vermelhas e verdes. Cômodos de sua casa como quarto e cozinha também são vermelhos. Tudo revela seus desejos, a maneira como vive os prazeres da vida. O azul é usado para dar a idéia de segurança e constância em algumas cenas que amélie está se sentindo forte, segura, constante. Interessante observar que em quase todo o filme há elementos em azul.

O último filme de Jean-Pierre Jeunet ("Alien - A Ressurreição") não foi bem aceito pela crítica. Com O fabuloso destino de Amélie Poulain aconteceu exatamente o contrário: o filme recebeu vários prêmios e indicações. Entre essas recebeu indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Direção de Arte,Melhor Fotografia, Melhor Som e Melhor Roteiro Original.
À primeira vista o filme pode parecer uma simples história de uma menina solitária e infeliz que cresce sem o amor dos pais e quando cresce tenta amenizar o sofrimento dos outros. A produção é francesa assim como o diretor e muitos dos atores. Isso implica uma leveza e liberdade maior para o diretor agir. Seria um filme bem diferente se fosse produzido em Hollywood.
Amélie Poulain (Audrey Tautou) é uma jovem e humilde garçonete. Sua infância não foi das melhores; seu pai nunca se aproximou de verdade e só chegava perto dela para fazer exames (já que ele era médico); seu peixinho sempre tentava suicídio; e sua mãe teve uma morte trágica e estranha. Morando em Montmartre, um bairro de Paris, Amélie encontra em seu novo apartamento uma caixa que contém objetos pessoais e sua conclusão leva a crer que essa caixa é do ex-morador do local.
Amélie vai então em busca do suposto dono daquela caixa. Quando ela o encontra e nota a felicidade do homem ao rever seus objetos recuperados, algo muda em Amélie. Ela vê agora um novo sentido de vida. Ela então passa a sempre fazer o máximo para ajudar as pessoas; seja encontrando coisas pessoais; ocultando algumas coisas; juntando casais; e outras coisas. Mas falta algo em sua vida: um grande amor. Que parece ter surgido em um de seus feitos. Agora, depois de ver a felicidades de todos, ela quer a dela também.
O filme é extremamente interessante quando foge de todos os padrões impostos pelas produções americanas. A fotografia é linda, a trilha sonora é envolvente a ponto de suscitar naquele que assiste emoções semelhantes às de Amélie.

Existem cenas muito diferentes como aquela em que vemos o coração de Amélie, quase numa visão raio-x, e outra que é quando uma fotografia ganha vida e conversa com Nino. O filme é uma comédia que tem sua leveza e delicadeza sem se tornar piegas. Mostra detalhes do cotidiano que retira de nós risos e reflexões. As manias dos personagens são expostas de forma natural e parece que são mensagens que o filme nos envia para haver identificação com os personagens tão normais, tão humanos, e cheios de manias e gostos estranhos.

Na tela vemos de tudo: espera, procura, loucura, amor, paixão, timidez, ousadia, medo, coragem, ódio, perdão, e tudo aquilo que sentimos no dia-a-dia. Tenho certeza que quem assistir ao filme se identificará com algum dos personagens e principalmente Amélie. Quem na vida não recordou das travessuras de curtir a vida na infância? Que esta seja a nossa herança: ser criança que curte a vida e seus prazeres, que se maravilha com a simplicidade das coisas e que não teme correr atrás dos seus sonhos e amores. Isso sem deixar de ajudar ao próximo sem preconceito.

2 Comments

  1. Anônimo Says:

    Paz Diego....
    Parabens pelo seu trabalho de evangelizacao...seu testemunho verdadeiramente arrasta corações de muitos jovens...eu creio nisso! Tenha uma feliz e santa quaresma....ahhhh....vc e a ana estao noivos...eh?????Deus abençoe vcs....e que cresça em vós um Amor puro e Renovador vindo do Coracao do PAi!
    Kel - João Pessoa-PB

     
  2. kel... Says:

    Paz Diego....
    Parabens pelo seu trabalho de evangelizacao...seu testemunho verdadeiramente arrasta corações de muitos jovens...eu creio nisso! Tenha uma feliz e santa quaresma....ahhhh....vc e a ana estao noivos...eh?????Deus abençoe vcs....e que cresça em vós um Amor puro e Renovador vindo do Coracao do PAi!
    kel- Joao Pessoa-PB